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Segurança em Blockchain? Veja como funciona

Como funciona a segurança da tecnologia blockchain

Internet banking, cartões de crédito puramente digitais, compras com apenas um clique e transferências facilitadas fazem parte do nosso cotidiano, mas se até microtransações oferecem riscos, como é possível que transferências de valores astronômicos não sofram ataques ou com algum tipo de fraude?

Presente nos novos mercados multimilionários, as estruturas blockchain conseguem garantir transações seguras com um sistema que inova em utilizar uma tecnologia já conhecida por usuários mais antigos da internet de uma forma completamente nova.

Por trás da corrente

O sistema de peer-to-peer consiste em trocas de arquivos e informações entre usuários sem a necessidade de um órgão terceiro. A cooperação entre os usuários atua como validador de transações dando segurança para o processo inteiro.

Se anteriormente essa tecnologia era utilizada para pirataria, hoje o foco é garantir que transações financeiras, ou de dados pessoais, sejam feitas sem nenhuma interferência. Essa mudança de paradigma acaba apresentando um novo cenário para a tecnologia. Se antes a descentralização era característica da ação de hackers e ativistas, hoje é alvo de grandes players do mercado.

Mas se a segurança é baseada em uma tecnologia descentralizada, a ação de hackers não é facilitada? Na verdade não, como existem diversos olhos voltados para a estrutura, qualquer irregularidade é percebida quase que imediatamente ações cabíveis são tomadas.

Além da tecnologia peer-to-peer, as blockchains também contam com um processo de criptografia impossível de ser quebrado. A criptografia é unilateral e impossibilita ter acesso ao arquivo com apenas o código, isto é, não é possível saber qual o arquivo ou informação correspondente ao código criptografado. Para verificar a validação, é necessário aplicar novamente o processo de criptografia nos dados originais e, após comparar os resultados geradas e os que fazem parte da blockchain, é possível descobrir se os dados estão incólumes ou se houveram alterações.

Além disso, tornar-se parte da estrutura já necessita de um alto poder de processamento. Tentar violar os protocolos de segurança possui custos altíssimos e acaba não dando um retorno lucrativo. Segundo o portal CriptoID, quando perguntado sobre as possibilidades de quebra de segurança da estrutura de segurança do bitcoin, “Para que alguém não autorizado consiga quebrar esta arquitetura de segurança, deverá investir uma capacidade computacional de um supercomputador, que consumira 263 Terawatts por hora (TWh) e contar com 1 bilhão de anos de tempo livre!” Isso mostra que, na teoria, até há uma possibilidade de quebra de segurança, mas o custo é impraticável na realidade atual e não há como atingir a capacidade de processamento para que isso seja viável.

Mesmo com diversas tentativas de ataques a estruturas blockchain e notícias envolvendo perda de criptomoedas de algumas wallets, é importante perceber que todas as estruturas disponíveis continuam intactas e as fraudes noticiadas são sempre relacionadas a sistemas que não possuem blockchain no seu funcionamento, portanto é importante saber como funcionam as estruturas que armazenam as criptomoedas para assegurar que não ocorrerão problemas no futuro.

Se você quer ler mais sobre blockchain, porém não tem muito interesse na área financeira pode conferir o nosso post “Blockchain: existe vida fora das finanças? onde a gente elencou outro usos possíveis para essa tecnologia que já é considerada a mais segura disponível no mercado