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Startups propõem inovações tecnológicas para amenizar a situação da fome mundial

Na semana passada, o Vale do Silício sediou um evento que visa enfrentar uma questão global verdadeiramente crítica: a fome. Com isso em mente, ao longo de cinco dias, especialistas em inovação e desenvolvimento global trabalharam com startups em suas inovações propostas para combater a miséria, sob iniciativa do Programa Mundial de Alimentos da ONU.

A fome tem atingido uma porcentagem menor da população mundial atualmente. De 1970 a 2015, a porcentagem de pessoas subnutridas nos países em desenvolvimento passou de mais de 34% para menos de 13%. No entanto, as taxas globais de fome aumentaram nos últimos quatro anos, em parte devido a conflitos, migração, instabilidade política e mudanças climáticas. À medida que a população global continua a crescer, a capacidade da Terra de produzir alimentos não vai mudar magicamente — mas até 2050, teremos 2 bilhões de pessoas a mais para alimentar do que agora. Isso porque o Programa Mundial de Alimentos está apostando em tecnologia capaz de ajudar.

A startup de agricultura hidropônica H2Grow desenvolveu uma plataforma para o cultivo de verduras e legumes em locais “impossíveis”, pois seu sistema não precisa de solo e usa 75% menos espaço e 90% menos água do que uma parcela de agricultura tradicional do mesmo tamanho. Atualmente, a H2Grow está operando em oito países diferentes e teve sucesso no cultivo de alimentos em locais altamente diversos, como o deserto do Saara, por exemplo.

Identidade digital para lutar contra a fome

No Iraque, um sistema de distribuição pública fornece farinha, arroz, óleo e açúcar para a maioria da população de 39 milhões de habitantes do país, mas há erros e falhas de serviço, já que o sistema é feito inteiramente no papel. A PDS Digital Identity desenvolveu um aplicativo chamado myPDS para ajudar a transição do governo do papel para o digital. O aplicativo fornece aos cidadãos uma identidade digital e ajuda a priorizar a entrega de ajuda aos mais vulneráveis. Com um sistema digital, o governo poderá identificar e remover contas duplicadas e verificar a identidade das pessoas.

Já a startup de refrigeração Fenik inventou um refrigerador chamado Yuma 60L cuja função é manter os alimentos frescos — e, assim, prolongar sua vida útil — em locais sem eletricidade consistente. Tudo o que é necessário para funcionar e manter os alimentos frescos é a água, pois o sistema usa resfriamento evaporativo, um processo natural que remove o calor de uma superfície onde a evaporação está ocorrendo. Segundo a empresa, seu refrigerador permite que os alimentos durem de três a cinco vezes o tempo que durariam sem esfriar.

Uma startup agrícola da Gana chamada Sesi Technologies trouxe à tona a proposta de um medidor de umidade chamado GrainMate. Basicamente, ele mede os níveis de umidade de produtos após a colheita, como milho, sorgo, trigo e grão de bico. Ter uma maneira fácil e acessível de rastrear os níveis de umidade ajuda os pequenos agricultores a reduzir as perdas de estoque.

“A inovação é essencial para permitir que o Programa Mundial de Alimentos cumpra sua missão de alcançar a fome zero”, disse Stephen Ibaraki , que atua no conselho consultivo do programa da ONU. “Não se trata apenas do dinheiro que as startups podem arrecadar, trata-se de convidar mentes brilhantes a conceber soluções criativas funcionais para acabar com a fome e, em seguida, alimentar essas soluções da ideia à realidade, com financiamento, conhecimento e o alcance global do programa”.

Leia o texto original em: https://canaltech.com.br/inovacao/startups-propoem-inovacoes-tecnologicas-para-amenizar-a-situacao-da-fome-mundial-153365/