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O uso do blockchain para combater o desmatamento na África.

Uma startup africana irá usar o blockchain para combater o desmatamento na África, através do projeto “Minhas Raízes na África”, diz publicação da CNN. O projeto será lançado oficialmente em fevereiro de 2020 e visa diminuir o impacto ambiental através do impacto social.

A iniciativa em questão tem como intenção que todos aqueles influenciados pela diáspora africana possam dizer que tem raízes na África, literalmente. A startup responsável, Povo Mais Influente de Ascendência Africana (MIPAD), deseja plantar mais de 200 milhões de árvores até 2024, em apoio à Década Internacional para Pessoas de Ascendência Africana, declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e à Grande Muralha Verde.

“Minhas raízes na África é o Uber para árvores, conectando comunidades locais afetadas pela poluição ou desmatamento, com cidadãos globais que procuram plantar suas raízes na África”, explicou Kamil Olufowobi, fundador e CEO do MIPAD.

Em parceria com o Instituto Decagon, ciência de dados e inteligência artificial serão utilizados para identificar e marcar geograficamente as árvores plantadas usando a tecnologia blockchain. Portanto, nenhuma árvore será alocada para diferentes pessoas. Enquanto aqueles que plantarem – ou presentearem alguém com o plantio – poderão saber a localização exata da sua árvore e vê-la através de imagens via satélite (incluindo o Google Maps). 

“Muitos diásporas querem se conectar à África e há uma profunda conexão sentimental e emocional que esse programa traz que é ‘agora eu tenho raízes na África’,” disse Olufowobi.