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O uso da identidade digital descentralizada para o sistema financeiro brasileiro.

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) desenvolveu uma solução de identidade digital descentralizada. Realizada dentro do Laboratório de Inovações Financeira e Tecnológicas (LIFT), a iniciativa é colaborativa e coordenada pelo Banco Central.

A publicação do relatório final está prevista para março de 2020. Com suas mais de 70 páginas, onde constarão todas as funcionalidades do sistema. Assim como, suas principais contribuições ao sistema financeiro brasileiro. A solução que foi batizada de FinID – Sistema de Identidade Digital Descentralizada, foi finalizada em novembro de 2019.

O FinID, com tecnologia inteiramente desenvolvida pelo CPQD, possui infraestrutura de simuladores de bancos, aplicativo e sites de demonstração para a Prova de Conceito (PoC). Com apoio da R3 Corda, empresa de software de blockchain, foi possível a integração do projeto ao framework Corda, o protocolo DLT que atualmente é mais utilizado pelo setor financeiro.

Como vai funcionar.

O conceito de identidade digital para a padronização do modelo de identidade digital descentralizada que já vem sendo adotado em diversos países. Aparecendo em discussões ao redor do globo, é compatível com a Lei Geral de Proteção dos Dados Pessoais (LGPD). A identidade digital tornaria o próprio dono da identidade o responsável pelo controle e gestão dos seus dados.

“A identidade digital descentralizada é composta por várias credenciais eletrônicas emitidas por diferentes identificadores participantes (também chamados de agentes) que fazem parte de uma rede blockchain”

José Reynaldo Formigoni, gestor de Soluções Blockchain do CPQD.

O projeto, coordenado pelo Banco Central, tem como objetivo o uso do open banking, por exemplo. Permitirá a troca de informações a respeito dos usuários entre as plataformas de pagamento e bancos. Essa identidade digital servirá como uma forma de credencial. Nela ficarão contidos os dados pessoais e identificadores, podendo ser apresentada para diversas instituições financeiras, mesmo aquelas com as quais o usuário ainda não se relaciona.

“Para os bancos, a credencial traz informações que permitem conhecer melhor o cliente e, assim, oferecer a ele produtos personalizados”

Fernando Marino.

Para Fernando Marino, líder técnico em Blockchain do CPQD, uma das vantagens no uso da FinID seria a redução da burocracia e a facilidade que o usuário teria para atualizar suas informações. Pois, essas serão realizadas apenas em um lugar. O usuário tem, assim, maior autonomia e flexibilidade. De modo que possa aproveitar os serviços, sem a necessidade de ser correntista, de diversas instituições financeiras.