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Budweiser está ajudando agricultores africanos com blockchain.

A AB InBev, uma empresa multinacional de bebidas e cervejas formada em 2004 pela fusão da empresa belga Interbrew e da brasileira Ambev, é dona da Budweiser e possui marcas como Stella Artois, Corona e Patagonia em sua produção. Agora além de fabricar cervejas mundialmente famosas, faz uso do blockchain para ajudar fornecedores de malte e cevada, agricultores locais na África.

Publicado pelo Yahoo Finance em 21 de janeiro, Carlos Brito, o CEO da AB InBev, declarou que levados por um pensamento de produzir mais localmente, perceberam problemas no fornecimento dessas cargas “precisamos dos intermediários para consolidar essa carga e enviar para nossas cervejarias pelo caminhão. E esse intermediário não estava necessariamente repassando o dinheiro que estávamos pagando a ele ou a ela [ao fazendeiro]” disse Carlos.

“Então, muitas dessas coisas se espalharam com a ideia de ‘somos locais – precisamos fazer o que é bom para os caras locais”

Esse problema se dava pois, apesar da grande quantidade de produto fornecido, em alguns casos, essas fazendas fornecedoras eram tão pequenas que não tinham a documentação necessária para comprovar sua renda, “mesmo quando o rendimento triplicou ou quadruplicou, eles continuam muito pequenos”.

A solução do problema veio através da parceria com o BanQu, uma empresa de blockchain que busca conectar pessoas em situação de extrema pobreza com as cadeias de suprimentos globais. A AB InBev desenvolveu um sistema de contabilidade distribuído usando blockchain para aumentar a transparência nessa cadeia de suprimentos.

Com a tecnologia blockchain à prova de violações, portanto, será possível que se rastreie todos os agricultores locais que fornecem produtos para a empresa, de forma que além de reduzir a corrupção feita por intermediários, esses agricultores locais possam comprovar sua renda aos bancos locais, para que possam abrir contas bancárias e ter linhas de crédito.

“E agora essa agricultora, que nunca foi bancária – porque ela não podia provar renda de nenhuma fonte, não tinha relatórios, material ou papelada – agora em um telefone flip, ela tem a prova blockchain de que ela é uma fornecedora da AB InBev, uma empresa global.”

O acesso dos agricultores ao sistema bancário acaba por beneficiar não apenas o agricultor, que passa a poder financiar ferramentas agrícolas mais eficientes para aumentar seus rendimentos e receber mais dinheiro, mas também o Governo que passa a cobrar impostos e “em vez de enviar o dinheiro para a Europa, Austrália ou Canadá comprando cevada ou malte, mantemos o dinheiro lá” disse Carlos.