Blog / Blockchain / Entenda como Blockchain ajudou na identificação dos Rohingya

Entenda como Blockchain ajudou na identificação dos Rohingya

O recente caso dos Rohingya tem muito a nos ensinar sobre as formas de identificação que utilizamos atualmente. Se você não sabe nada sobre esse assunto, o jornal Britânico The Guardian fez um texto sobre e nós aqui da Trubr fizemos uma tradução para facilitar a leitura.

O povo Rohingya é um grupo étnico da Malásia que pratica o islamismo e fala o idioma Rohingya. Esse grupo é vítima de discriminação étnica religiosa e acaba sendo marginalizado em vários países, inclusive no seu próprio. Segundo a ONU, os Rohingya são considerados uma das minorias mais perseguidas do mundo, sendo obrigados a se refugiar nos países vizinhos e forçados a viver em condições sub-humanas.

Um dos maiores problemas para os Rohingya e para muitos dos refugiados é a ausência de documentação, pois isso impede que eles possam comprovar sua própria identidade. Essa situação faz com que essa parcela da população não obtenha acesso a serviços básicos, como saúde e educação, além de ser impossível receber algum tipo de auxílio do governo.

Por se encontrar em uma situação como essa, Mohammed Noor, refugiado Rohingya, passou a buscar soluções tecnológicas para ajudar seu povo. E foi através dessa busca que ele encontrou o conceito da tecnologia blockchain. Através dela é possível criar uma solução descentralizada e à prova de fraudes de identificação de pessoas. Após unir um grupo de pesquisadores, Noor passou a desenvolver a solução que irá garantir que o seu povo possa ter acesso a direitos nos países em que estão refugiados.

É preciso descentralizar

A condição dos Rohingya só chegou em um estado tão alarmante pois o governo de seu próprio país não reconhece esse grupo como parte de seu povo e por isso negam fornecer documentos de identificação para eles.

Com uma identificação baseada em blockchain, os dados de identificação estão em posse da própria população, evitando que o sistema de identificação dependa somente do governo. No sistema blockchain as informações de identificação são criptografadas e armazenadas em blocos de dados que são organizados de maneira linear, cronológica e imutável.

São situações como essa que mostram que é preciso modificar os sistemas de identificação, pois, em um mundo cada vez mais tecnológico, depender de documentos impressos para a identificação é não só inseguro, como gera uma burocracia que pode ser facilmente evitada com o uso da tecnologia. Mas para que isso seja possível, é necessária uma união do governo com empresas de tecnologia, pois, por mais que a forma de identificação seja baseada na descentralização, o governo ainda precisa verificar e certificar os dados de identificação.

A Trubr também desenvolve uma solução para identificação de pessoas baseada em blockchain já que acredita que é necessária uma revolução na forma de identificar pessoas. O eID+ oferece uma forma segura e descentralizada de identificação e está de acordo com a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Isso mostra que a empresa está atenta as mudanças da legislação e preocupada em ajudar os governos a construir um futuro mais seguro e descomplicado.