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Como a Blockchain pode ajudar no mercado criativo

Um dos maiores problemas no mercado criativo atualmente são as permissões de utilização e a baixa regulamentação sobre elas.

No mercado fonográfico brasileiro, o órgão regulador é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que é uma instituição privada, sem fins lucrativos e é responsável por verificar os direitos autorais e as formas de distribuição. Porém em outras áreas não há um regulamento tão rígido, e isso faz com que fotógrafos, designers, filmmakers e artistas de diversas áreas não consigam receber o reconhecimento nem em forma de créditos, nem de uma forma financeira.

Para essas situações, a tecnologia blockchain se apresenta como uma ótima forma de regulamentação, visto que a imutabilidade dos dados permite que o rastreio de uma informação seja feito até seu dono original.

Utilizando essa lógica, artistas podem colocar suas obras na blockchain e toda a vez que ela for utilizada de alguma forma, será possível provar que é de sua autoria e buscar os seus direitos mais facilmente.

Grandes players já sabem disso

A Kodak sempre foi uma empresa ligada à fotografia e, consequentemente, ao mundo artístico de alguma forma e apesar de não ter emplacado nenhum grande produto nos últimos anos e ter se recuperado de um estado de falência em 2013, a empresa ainda possui uma marca conhecida e querida pelo público mais “oldschool” da fotografia.

Para recuperar um pouco a sua credibilidade (e sua situação financeira), a empresa decidiu alinhar a tecnologia do momento ao problema mais recorrente de seu público fiel.

O Projeto KodakOne é fruto de uma associação entre a Kodak e a empresa britânica Wenn Media Group, uma agência de fotógrafos paparazzi, que foi quem desenvolveu a solução utilizando a tecnologia blockchain.

O KodakOne se propõe a criptografar a obra e gerar um código que é específico para aquele arquivo. Se o arquivo for mudado de alguma forma, o código será completamente diferente. Em posse do arquivo original e do código correspondente é possível verificar quando a criptografia foi gerada e todos os usos posteriores deverão dar os créditos para o autor.

Vale ressaltar também que como a blockchain se caracteriza por uma tecnologia focada na descentralização, não é necessário um órgão centralizador de verificação, possibilitando uma consulta pública a quem tiver interesse.

Se você se interessou por esse uso da tecnologia, leia o nosso texto com 5 cases de utilização de blockchain para quem quer otimizar processos, se você quer saber quais os motivos de a tecnologia ainda não ser um sucesso e causar a revolução que todos falam que ela é capaz, recomendamos o post 3 problemas que a tecnologia blockchain precisa superar para revolucionar o mercado.

Agora se você ainda tem algumas dúvidas sobre como a tecnologia funciona ou quer saber mais sobre quais os riscos de utilização das blockchains, nós preparamos um e-book especial pra você, é só acessar o nosso material desconstruindo a blockchain: Como funciona a tecnologia das criptomoedas? E saber tudo para entender esse e todos os outros textos aqui do blog.